O que queremos com a educação?

O que queremos com a educação?

Meu nome é Arthur Pinheiro Machado. Você provavelmente não me conhece, mas sou sócio e diretor geral da rede de escolas Alub, do Distrito Federal.

Ontem tivemos um triste incidente em uma das nossas unidades, quando um aluno agrediu uma professora. Foi algo pontual, que poderia ter acontecido em qualquer escola do mundo, mas, tendo ocorrido em uma escola nossa, me sinto totalmente ligado ao assunto.

Do ponto de vista da escola, estamos tomando todas as providências para evitar novos episódios como esse. Estou fora da cidade, mas pude conversar tanto com a professora, como com os pais do aluno, ontem mesmo por telefone. Apesar do susto a professora passa bem, e agora terá acompanhamento psicológico. No caso do aluno estamos investigando o assunto e, na medida do possível, prestando apoio à família.

Também vale dizer que o Alub já possui um trabalho preventivo anti-bullying e um projeto de educação sócio emocional. Pais interessados por isso podem procurar os diretores de cada escola e pedir mais informações. Estamos preparados para ajudar.

Escrevo essa carta porque, para mim, educação é um negócio sério. Nasci e morei boa parte da minha vida no Rio de Janeiro, onde me fiz profissionalmente no mercado financeiro. Mas foi Brasília que me proporcionou o sonho de ter um projeto educacional para cuidar.

Desde meados do ano passado, quando assumi o Alub, não só promovemos a profissionalização da gestão como iniciamos mudanças graduais em vários aspectos da escola, começando por infra-estrutura e culminando em um projeto pedagógico mais humano e voltado para os desafios que as próximas gerações enfrentarão.

O Alub sempre foi conhecido como a rede que mais aprova na UnB. Isso é importante, mas agora queremos subir alguns degraus, na direção de formar pessoas capazes não só de passar no vestibular, mas de terem vidas plenas e de ajudarem na construção de um Brasil melhor.

Por isso mesmo resolvi endereçar essa carta não só a pais, alunos e professores da nossa rede, mas também à toda sociedade. Com certeza não queremos viver novos episódios de violência, mas discutir a educação não pode ficar restrito a isso.

A grande questão é: o que queremos? Como a educação pode gerar pessoas mais felizes? Como a educação pode gerar melhores cidadãos? Como a educação vai desembocar no país que sonhamos viver?

É essa educação que quero levar para as nossas escolas, mas é também essa educação que eu gostaria de ver em todas as escolas, públicas ou privadas. Sendo assim, entendo que essa discussão não é só minha, mas de todos nós.

É nos piores momentos que as pessoas costumam se superar e fazer coisas incríveis. Vamos superar esse momento triste e fazer algo novo. Convoco todos vocês, professores, pais e também alunos, a pensarem sobre isso. Pensar primeiro e, logo depois, agir!

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